Conheça os principais tipos de taquicardia

taquicardia

Durante o repouso, o coração de uma pessoa adulta bate normalmente de 60 a 100 vezes por minuto. Quando o ritmo passa dos 100 bpm acontece o que os médicos chamam de taquicardia. Trata-se de uma alteração no ritmo (arritmia) que tanto pode significar uma doença grave quanto ser apenas uma manifestação natural do coração. Somente o Cardiologista poderá determinar um diagnóstico preciso.

A palpitação é o sintoma mais comum da taquicardia e pode estar associada à falta de ar e desmaios. De acordo com o Dr. André d’Avila, Diretor do Serviço de Arritmia e Marcapasso do Hospital SOS Cardio em Florianópolis, “a palpitação tanto pode ser provocada por um batimento normal acelerado quanto por uma arritmia grave. Muitas vezes o sintoma é o mesmo”.

Quais os tipos de Taquicardia?

Um dos tipos de Taquicardia que mais geram dúvidas entre os pacientes é a Taquicardia Sinusal. Nela, o coração não apresenta nenhuma doença. Ele apenas responde de forma acelerada a alguma situação de estresse físico ou psicológico, como febre, esforço ou nervosismo, o que é normal. O maior problema porém, acontece quando o coração do indivíduo sai do ritmo sem nenhum motivo aparente. Nesses casos, podemos dividir as taquicardias em dois grandes grupos: as ventriculares e as supraventriculares.

Existem vários tipos de taquicardia originando-se na parte superior do coração:

    • Fibrilação Atrial: A Fibrilação Atrial é a mais comum das arritmias cardíacas. Chega a atingir 10% dos adultos acima dos 70 anos. O “curto-circuito” geralmente localiza-se nas veias que trazem o sangue oxigenado do pulmão para o coração e provoca uma desordem no batimento cardíaco. O coração acelera, perde o compasso. Durante a fibrilação atrial, os átrios não contraem por completo. O sangue fica parado, aumentando o risco de formação de coágulos e de derrame cerebral. O risco de derrame é seis vezes maior em quem tem fibrilação atrial.
    • Flutter Atrial: Nesta arritmia, parente próxima da fibrilação atrial, o ritmo do coração bate de forma mais organizada e regular do que na Fibrilação Atrial. A maior incidência está entre idosos, especialmente aqueles que já possuem hipertensão arterial sistêmica ou insuficiência cardíaca. Por vezes, o paciente nessa condição não apresenta sintomas. Em outros casos, sofre com palpitações, dores e falta de ar. Tonturas e desmaios são raros. O eletrocardiograma durante a crise costuma detectar o problema.

 

  • Taquicardia Atrial: É um tipo de taquicardia pouco comum. Está relacionada com atividades elétricas anormais no músculo dos átrios. Em adultos, acompanha doenças cardíacas que provocam grandes aumentos das câmaras superiores ou doenças pulmonares obstrutivas. Pode evoluir de crises esporádicas para uma condição constante – o que leva à insuficiência cardíaca.
  • Síndrome de Wolff-Parkinson-White: Essa é uma condição rara. O paciente nasce com um fio elétrico a mais que cria um circuito elétrico extra no coração, o que provoca batimentos acelerados e fora do ritmo. Cerca de três a cada mil nascidos apresentam esse problema, que provoca doenças graves. Sensação de cansaço, tonturas, desmaios e palpitações estão entre os sintomas observados.  

 

Já as taquicardias ventriculares originam-se nas câmaras inferiores do coração – os ventrículos. Estão geralmente relacionadas a doenças pré-existentes, como insuficiência cardíaca. Pessoas que já sofreram um infarto – ou têm histórico na família – fazem parte do grupo de risco. Os sintomas variam bastante, podem começar com palpitação, tontura, e até levar a uma parada cardíaca.

O tipo mais comum de Taquicardia Ventricular é a extra-sístoles, uma batida anormal do coração que, na maioria das vezes, não precisa de tratamento.

Ainda é possível identificar e classificar as taquicardias ventriculares de acordo com a duração, pelo traçado dos batimentos no eletrocardiograma e efeitos que provocam no bombeamento do sangue. Cada uma delas possui características específicas, que somente o Cardiologista será capaz de reconhecer.

A duração das taquicardias varia bastante. Nas crises mais sérias, além da palpitação, o doente pode sofrer com dores no peito, falta de ar, desmaios e até ter uma morte súbita. Por isso, diante de sintomas, é preciso buscar orientação médica.

Taquicardia tem cura?

Sim, na maior parte das vezes. Técnicas como a Ablação são eficazes e seguras. E mesmo os casos crônicos podem ser controlados com medicamentos e um estilo de vida saudável. Manter a pressão arterial, o diabetes e o colesterol sob controle, fazer atividades físicas regulares e visitar um especialista no caso de alguma suspeita costuma definir o sucesso do tratamento.

Diante de sintomas de taquicardia ou palpitações, procure um médico Cardiologista.  

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